quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os fios que tecem o amor dos gestos simples que vivem gravados na memória de quem ama.

fio Disponível - lã e seda (lã pintada e fiada à mão)
Começar o dia com os gestos
da minha mãe:
aquecer a água e o leite
cortar o pão
contra o peito
lavar o prato a chávena o pires
limpar as migalhas da mesa
arrumar
o que está fora do lugar
E de nada disto ficar resto
de letra escrita
Fazer com ela
poemas e gestos
que nascem e morrem na mesma hora
 Talvez por isso eternos

Ser modestamente vivo
Cumprir a vida sem porquês nem ambição
Palpitar sem pensar
como o próprio coração.
Maria Teresa Lopes - Cicatriz



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Andersen e o dia do Livro Infantil.

Parabéns Andersen, o Homem que povoou o meu interior de imagens, sentimentos e emoções :) a minha vida é muito mais rica graças ao teu trabalho e ao de todos os autores, ilustradores e livreiros que fizerem com que os teus contos não se perdessem na memória dos tempos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher - I am Woven

Deusa Ceres, com detalhe de xaile, pintado fiado e "tecido" à mão.

I am Woven

Sometimes I am Woven
Into a safe still luminous cocoon
Made of moonbeams and loon feathers.

Other times I Think I am the only weaver
Of sacred cloth for a hundred liles,
And I can't stop my shuttle.

But more and more now I remenber
The sweet weaving around me
As I sit or lie dreaming.

Angels and old grandmothers weave me
Wrap me, then hold me in a warm nest
When I close down my loom and rest.

Mary Feagan 2001 in We'moon 2002

terça-feira, 6 de março de 2012

Loja

Pois é e finalmente chegou a hora de ter um espaço on-line onde disponibilizo o meu trabalho com as lãs.

Fios de Deusas - foto de Hugo Alves
partilhem se assim o entenderem.


O fio da foto foi pintado à mão e fiado para uma encomenda personalizada. Se quiserem saber mais sobre trabalhos personalizados contactem-me.

Obrigada
Ana

sexta-feira, 2 de março de 2012

Credo do Contador de Histórias

CREDO DO CONTADOR DE HISTÓRIAS

Creio no contador, como memória viva do amor e creio em seu filho, e no filho de seu filho, e no filho de seu filho, porque eles são a estirpe da voz, os criadores da terra e do céu das vozes: voz das vozes.
...
Creio no contador, concebido nos espelhos da água, nascido humilde, tantas vezes negado, tantas vezes crucificado, porém nunca morto, nunca sepultado, porque sempre ressuscitou dos vivos congregando-os a ser: xamã, fabulista, contador de histórias...

Creio na magia que na entrada das cavernas acendeu o primeiro fogo que reuniu como estrelas: o assombro, o tremor, a fé.

Creio no contador, que desde os tempos tribais a todos antecedeu para alcançar-nos por que é.

Creio em suas mentiras fabulosas que escondem fabulosas certezas, no prodígio de sua invenção que vaticina realidades insuspeitas, e também creio na fantasia das verdades e nas verdades da fantasia, por isso creio nas sete léguas das botas, na serpente que antes foi inofensiva galinha, e no gato único no mundo, aquele gato que ao miar lançava moedas de ouro pela boca.

Creio nos contos de minha mãe, como minha mãe acreditou nos contos de minha avó, como minha avó acreditou nos contos de minha bisavó e recordo a voz que me contava para afastar a enfermidade e o medo, a voz que recordava os conselhos entesourados pela mãe para passá-los ao filho;

— Não te desvies do teu caminho.
— Nunca faças de noite o que possas te envergonhar pela manhã.

Creio no direito da criança escutar contos; e mais, creio no direito das crianças vivas dentro dos adultos de voltar a escutar os contos que povoaram sua infância; e mais, creio nos direitos dos adultos desde sempre e para sempre de escutar contos, outros novos contos.

Creio no gesto que conta, porque em sua mão desnuda, despojadamente desnuda, está o coelho.

Creio no tambor que redobra, porque o que haveria sido do mundo se não tivesse sido inventado o tambor, se a poesia não reinventasse o mundo dentro de nós, se o conto, ao improvisar o mundo, não o reordenasse, se o teatro não desvelasse a cerimônia secreta das máscaras e por isso...

Por que creio, narro oralmente.

Creio que contar é defender a pureza, defender a sabedoria da ingenuidade, defender a força da indagação.

Creio que contar é compartilhar a confiança, compartilhar a simplicidade como transparência da profundidade, compartilhar a linguagem comum da beleza.
(retirado do Facebook - autor não identificado)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Jardim Curioso na Livraria Cabeçudos, uma Hora do Conto muito prática :)

 
 
Esta manhã descobrimos um jardim curioso que transformou uma cidade cinzenta num jardim global cuidado e acarinhado por todos os habitantes. Aprendemos como iniciar um jardim e que há sementes que podemos semear e comer e outras que só podem ser semeadas, mas que ao fazê-lo com carinho podem transformar-se em flores. Cada um de nós semeou uma semente que quando fôr planta poderá iniciar um jardim curioso em qualquer canto cinzento da cidade. Se virem Calêndulas sozinhas a iluminar beiras de estrada, canteiros abandonados ou terrenos baldios já sabem... andam por aí jardineiros curiosos à solta :))))

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...