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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Recolha de património oral relacionado com o Pão

Partilho com vocês algumas das "pérolas" que descobri a preparar-me para a oficina de amanhã na Festa do Pão em Sobral de Monte Agraço...




Rezas do Pão: 






 Reza:
Ao levedar:
São Vicente te acrescente,

São Vicente te alevede,
Em louvor da Virgem Maria
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.

São Mamede a levede

São Vicente acrescente
São João te faça pão
Nossa Senhora te dê a sua Santíssima Bênção.

Deus te acrescente

Para mim e para toda a minha gente

Depois da massa estar lêveda:


Cresça o pão no forno

E a Graça de Deus pelo mundo todo
Em louvor da Virgem Maria
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. 
Fonte: http://www.gmrbemposta.com/osceifeirosdabemposta/content.php?page=tema&idtema=4&seccao=2


Quadras
"Minha mãe amassa hoje
Amanhã faz o fermento
Quinta-feira aquenta o forno
Sexta-feira deita-lhe o  pão dentro
Ao Sábado tira p'ra fora

Ao Domingo ainda tá quente..."
Fonte: http://o-rabo-do-gato.blogspot.com/2006/09/amassar-po.html

Cancioneiro:
ALENTEJO, ALENTEJO (Terra sagrada do pão)

Eu sou devedor à Terra
A Terra me ‘stá devendo
Eu sou devedor à Terra
A Terra me ‘stá devendo
A Te rra paga-m’em vida
Eu pago à Terra em morrendo

Alentejo, Alentejo
Terra sagrada do pão
Eu hei-de ir ao Alentejo
Mesmo que seja no Verão
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão
Alentejo Alentejo
Terra sagrada do pão

Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Daqui para a minha terra
Tudo é caminho e chão
Tudo são cravos e rosas
Dispostas por minhas mãos

Alentejo, Alentejo
Terra sagrada do pão
Fonte: http://cantoalentejano.com/cancioneiro/index.







sexta-feira, 8 de abril de 2011

Senhora do Almurtão, e o adufe

Uma das histórias mais queridas do meu repotório é a Senhora do Almurtão. As quadras dedicadas à santa sempre me fascinaram, assim como a batida do adufe. Eu que passei a adolescência a tocar instrumentos de percurssão brasileiros, re-encontrei no adufe o bichinho da percursão. Desloquei-me a Idanha, encontrei o José Relvas (video abaixo), que me vendeu o meu adufe, começei a pesquizar e decidi começar a contar a lenda de Nossa Senhora do Almurtão. E é incrível o brilho nos olhos das pessoas raianas irradicadas em Lisboa quando ouvem a lenda e no fim cantam comigo:
"Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravo, cheira a rosa
Cheira a flôr da laranjeira."

Emociona-mo-nos, arrepia-mo-nos e prestamos a nossa homenagem em conjunto a uma Santa e a um tempo onde carros de bois enchiam os caminhos de Idanha-a-Nova!!!
E assim se recuperam memórias, e assim se alimenta a alma!




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